Teologia - Critérios de Avaliação

Não se pode negar a importância de um processo que se destine a avaliar, com segurança, medidas conducentes a uma tomada de decisão, muito especialmente se esse processo se destina à avaliação do ensino-aprendizagem, o qual se estende desde a administração escolar até os procedimentos e atividades na sala de aula. A avaliação institucional está contemplada no Projeto de Avaliação Institucional. Aborda-se aqui, especificamente, a avaliação do processo de ensino-aprendizagem.

Este projeto pedagógico prevê a avaliação como motivo de diálogo, um processo de compreensão e também de transformação que acontece no ambiente acadêmico. A mesma deve constituir-se como um valor de uso e de mudança, que considere não só resultados, mas também todo o processo de aprendizagem, que se constitua como um instrumento ético, contextualizado, capaz de atuar na coletividade e não somente na individualidade.

A Faculdade Católica de Pouso Alegre possui um processo de avaliação normalizado e que consta de seu Regimento, conforme se pode observar no extrato apresentado logo abaixo:


Capítulo II
DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO ESCOLAR
Art. 104. A avaliação do desempenho escolar é feita por disciplina, incidindo sobre a freqüência e o aproveitamento, ambos eliminatórios por si mesmos, ressalvado o disposto no art. 112 e no art. 113.
Art. 105. A freqüência às aulas e demais atividades escolares é obrigatória, vedado o abono de faltas, salvo nos casos expressamente previstos em lei.
§ 1º.  Independentemente dos demais resultados obtidos, é considerado reprovado na disciplina o aluno que não obtenha freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) às aulas e demais atividades escolares de cada disciplina.
§ 2º.  A verificação e registro da freqüência é de responsabilidade do professor e seu controle será efetuado pela Secretaria.
Art. 106. O aproveitamento escolar é avaliado mediante acompanhamento contínuo do aluno e dos resultados por ele obtidos nos exercícios escolares ao longo do semestre, ressalvado o disposto no art. 109.
§ 1º. Compete ao professor da disciplina elaborar os exercícios escolares sob a forma de provas e determinar os demais trabalhos, bem como julgar-lhes os resultados.
§ 2º. Os exercícios escolares, em número mínimo de dois por período letivo, visam à avaliação progressiva do aproveitamento do aluno e constam de trabalhos e provas, além de outras formas de verificação previstas no plano de ensino da disciplina.
Art. 107. A cada verificação de aproveitamento, é atribuída uma nota, expressa em grau numérico de 0 (zero) a 100 (cem), permitindo-se apenas números inteiros.
§ 1º. Ressalvado o disposto no § 2 o , atribui-se nota 0 (zero) ao aluno que deixar de se submeter à verificação prevista, na data fixada, bem como ao que nela se utilizar de meio fraudulento.
§ 2º. Ao aluno que deixar de comparecer às provas, na data fixada, pode ser concedida segunda chamada, desde que requerida no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, a contar da data da realização da prova e, se comprovado o motivo que o justifique, a juízo do Coordenador do Curso.
§ 3º.  Pode ser concedida revisão da nota atribuída às provas escritas, quando requerida no prazo de 36 (trinta e seis) horas, contadas da data de sua divulgação.
§ 4º. O Colegiado de Curso regulamentará os procedimentos a serem observados na revisão de provas.
Art. 108. É considerado habilitado em cada disciplina o aluno que obtiver pelo menos 75% (setenta e cinco por cento) da freqüência às aulas e demais ativida­des escolares e média semestral (MS) mínima no valor de 70 (setenta).
Parágrafo único. A média semestral para a habilitação em qualquer disciplina é a média aritmética de todas as provas e demais exercícios escolares realizados pelo aluno no decurso do período, ou seja:

MS = T 1 + T 2 + ... + T n
____________________
n

Art. 109. Com vistas à aprovação, deve submeter-se a exame final (EF), que pode constar de mais de um exercício de avaliação, o aluno que, não habilitado nos termos do artigo prece­dente, obtiver pelo menos 75% (setenta e cinco por cento) de presença às aulas e demais atividades escolares e média semestral igual ou superior a 30 (trinta) e inferior a 70 (setenta).
Parágrafo único. É aprovado o aluno que obtiver nota igual ou superior a 50 (cinqüenta) na média final (MF), que se obtém da média aritmética entre a média semestral e a nota do exame final, ou seja:

MF = MS + EF
_________
2

Art. 110. É reprovado em qualquer disciplina o aluno que:
I.        não alcançar freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) às aulas e demais atividades escolares concernentes à disciplina em questão, independentemente da média final obtida;
II.      não conseguir média semestral mínima de 30 (trinta) ou média final mínima de 50 (cinqüenta).
Art. 111. O aluno reprovado por não ter alcançado seja a freqüência, seja a média semestral ou final mínima exigida, repetirá a disciplina, sujeito às mesmas exigências de freqüência e aproveitamento estabelecidas neste Regimento.
Art. 112. Além da aprovação nas disciplinas previstas no respectivo currículo, para a obtenção do grau de Bacharel em Teologia, o aluno deve ser aprovado num exame oral compreensivo, segundo normas definidas pelo CONSEPE.
§ 1º. O exame oral compreensivo não pode ser realizado antes que o aluno tenha sido aprovado em todas as disciplinas e práti­cas educativas do currículo.
§ 2º. O exame oral compreensivo será prestado diante de uma banca de quatro professores, que examinarão colegialmente.
§ 3º. A nota mínima de aprovação no exame oral compreensivo é 50 (cinqüenta).
§ 4º. O aluno não-aprovado no exame oral compreensivo pode repeti-lo, em, no mínimo, 30 (trinta) dias após a primeira tenta­tiva.
Art. 113. Para a obtenção do grau de Bacharel, conforme o curso, o aluno deve elaborar um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), segundo normas definidas pelo CONSEPE.
Art. 114. O aluno que ingressar na Faculdade Católica de Pouso Alegre por outra forma que não a de matrícula inicial, pela via do processo seletivo, ficará sujeito ao mesmo sistema de avaliação e aprovação dos demais alunos.
Art. 115. Os alunos que tenham extraordinário aproveitamento nos estudos, demonstrado por meio de provas e de outros instrumentos de avaliação específicos, aplicados por banca examinadora especial, poderão abreviar a duração de seus cursos, de acordo com o previsto pela legislação em vigor.
Suplementarmente às disposições institucionais, o projeto salienta também que o modelo de avaliação recomendado é de natureza continuada e processual, de responsabilidade do professor da disciplina, ouvida a coordenação do curso quando tal recurso se fizer necessário. O professor tem, pois, autonomia didático-pedagógica para definir como o processo de avaliação será conduzido, e deve deliberar, observadas as especificidades de cada disciplina, sobre o número e o tipo de instrumentos de avaliação utilizados, bem como pelos critérios de correção a serem aplicados.


TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é um momento de potencialização e sistematização de habilidades e conhecimentos adquiridos ao longo da graduação na forma de pesquisa acadêmico-científica. Trata-se de uma experiência fundamental na formação do bacharel. Como trabalho que se submete aos padrões de produção científica, o TCC deve respeitar seus parâmetros. Assim, ele envolve três etapas: a de formulação de um projeto, sua execução na forma de uma investigação e a apresentação de seus resultados de maneira a ser julgada pela própria comunidade científica. O curso de Teologia, da Faculdade Católica de Pouso Alegre pretende, por meio do TCC, verificar o nível de maturidade científica do aluno com relação a determinado assunto, relacionado com o conjunto teórico da área de conhecimento do curso.


ESTÁGIO SUPERVISIONADO DE PASTORAL

O estágio supervisionado constitui a vinculação entre a formação teórica e a vivência profissional. A ele serão consagrados momentos específicos para a formação discente. Esses momentos, ou espaços, compreendem a preparação, a observação, a regência e a avaliação. Assim, considera-se como:
•  preparação: oportunidade em que o estagiário deve nutrir-se de informações e coletar dados referentes à atividade que vai desenvolver;
•  observação: momento em que o estagiário tem para entrar em contato in loco com a atividade desenvolvida por alguém com experiência;
•  prática: momento em que o próprio estudante se vê colocado na prática da atividade;
•  avaliação: olhar retroativo e sincero, tanto da parte do estudante quanto do supervisor, sobre a atividade executada. Esse olhar tem como objetivo medir-lhe a validade, não só pelos resultados, mas também pela adequação dos métodos e processos empregados. Tem como finalidade última o aperfeiçoamento da atuação.


ATIVIDADES ACADÊMICO-CIENTÍFICO-CULTURAIS

Entende-se por atividades complementares as atividades acadêmico-científico-culturais promovidas pelo curso de Teologia da Faculdade Católica de Pouso Alegre. O objetivo de tais atividades é proporcionar ao aluno uma formação acadêmica que vá além dos conteúdos específicos da área. Esta disciplina compreende: palestras, seminários, oficinas, mini-cursos, congressos, conforme escolha do aluno; a preparação para o Exame Compreensivo de Teologia (8.º período); e quaisquer outras formas de atividades complementares à formação profissional do aluno aprovadas no âmbito da Coordenadoria de Curso. Constitui uma extensão do conteúdo curricular.