Estudantes de Filosofia apresentam monografias

Nos dias 24 e 29 de novembro, os estudantes do curso de Filosofia, 6º período, da Faculdade Católica de Pouso Alegre, fazem a apresentação de suas monografias para as bancas examinadoras. O trabalho de conclusão de curso (TCC) integra o Programa de Iniciação Científica da Faculdade e é obrigatório para a integralização dos cursos. As bancas são formadas por dois professores: o orientador da monografia e o segundo leitor. Segue a lista de apresentações:

Dia 24/11:
16h 
Estudante: Paulo Roni da Silva
Tema: O dialogismo no pensamento de Mikhail Bakhtin 
Orientador: Prof. Ms. Giovanni Marques
2º leitor: Prof. Ms. Pe. Juliano de Almeida Oliveira 

17h
Estudante: Luiz Carlos de Oliveira Goulart
Tema: O mal no pensamento de Santo Agostinho: um estudo do De libero arbítrio 
Orientador: Prof. Ms. Pe. Juliano de Almeida Oliveira 
2º leitor: Prof. Ms. Giovanni Marques

Dia 29/11:
11h
Estudante: Luciano Aparecido Pereira
Tema: Novas tendências da compreensão mente e cérebro
Orientador: Prof. Esp. Pe. Daniel Santini Rodrigues
2º leitor: Prof. Ms. Pe. Wilson Mário de Morais

16h
Estudante: Fabiano Cezar da Silva
Tema: Humanismo cristão e Jacques Maritain
Orientador: Prof. Ms. Pe. Wilson Mário de Morais
2º leitor: Prof. Ms. Pe. Juliano de Almeida Oliveira

17h
Estudante: Flávio Augusto Rezende
Tema: O princípio responsabilidade em Hans Jonas: um parâmetro para o homo faber em tempos de biotecnologia
Orientador: Prof. Ms. Pe. Juliano de Almeida Oliveira
2º leitor: Prof. Ms. Pe. Wilson Mário de Morais

18h30
Bernardo Rafael de Carvalho Pereira
Tema: Liberdade e Responsabilidade em Jean-Paul Sartre
Orientador: Prof. Ms. Pe. Wilson Mário de Morais
2º leitor: Prof. Ms. Antonio Gilberto Balbino 

19h30
Benedito Fernando Pereira
Tema: Foucault e a emancipação do sujeito na pós-modernidade
Orientador: Prof. Ms. Pe. Wilson Mário de Morais
2º leitor: Prof. Ms. Pe. Juliano de Almeida Oliveira 

Simpósio aborda religião, filosofia e sociologia

O 1º Simpósio EFES - Educação Religiosa, Filosofia e Sociologia tem como tema "Corporeidade e Educação" e será realizado nos dias 29 e 30 de novembro, às 19h, na Acipa, em Pouso Alegre. A promoção é da Secretaria Municipal de Educação de Pouso Alegre. No dia 30, a professora Suzana Coutinho, da Faculdade Católica, participará da Mesa redonda sobre o tema geral do Simpósio. Outras informações podem ser obtidas na página eletrônica da prefeitura municipal: www.pousoalegre.mg.gov.br.

Teologia - Regulamento do TCC

REGULAMENTO PARA A ELABORAÇÃO
DE TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO

Capítulo I 
DA NATUREZA E  DOS OBJETIVOS
DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
Art. 1.º. O Trabalho de Conclusão do Curso (TCC) é um componente curricular obrigatório dos cursos de graduação da Faculdade Católica de Pouso Alegre, conforme se encontra formalizado no processo de autorização do curso pelo órgão competente, respeitadas as disposições legais e regimentais vigentes. 
§1.º. Consiste o TCC em um trabalho individual de pesquisa científica, apresentado na forma de monografia, resultante da exposição de um problema ou tema específico, investigado através dos recursos metodológicos próprios para sua elaboração.
§2.º. O TCC deverá ser elaborado ao longo dos dois últimos períodos do Curso de Filosofia e dos sexto e sétimo períodos do Curso de Teologia, dentro das suas respectivas áreas, sob a orientação de um professor integrante do corpo docente do mesmo curso.
§3.º. O TCC deverá constar na grade curricular e, conseqüentemente, no horário de aulas do último período do curso de Filosofia e do penúltimo periodo do curso de Teologia, com um número de créditos adequado para a sua elaboração por parte do aluno.
Art. 2.º. O TCC consiste especificamente num trabalho monográfico, em prosa científica, de gênero dissertativo, vertido na norma culta da língua portuguesa, e deverá acompanhar as prescrições formais estabelecidas pela Faculdade Católica de Pouso Alegre para a elaboração de trabalhos de pesquisa científica.
§1.º. O autor do TCC deverá eleger um único tema sobre o qual deverá desenvolver a sua pesquisa, apresentando, no corpo do texto:
I. a sua pertinência e importância para a área de estudo;
II. a delimitação do campo e da área de pesquisa;
III. a problemática para a reflexão científica atual;
IV. a hipótese a ser testada e desenvolvida ao longo do trabalho;
V. a metodologia escolhida para a verificação da hipótese;
VI. os resultados da aplicação da metodologia escolhida;
VII. as conclusões colhidas e a relevância do trabalho no âmbito de sua respectiva área.
§2.º. Como texto científico, o TCC deverá primar:
I. pela objetividade;
II. pelo uso controlado do vocabulário e da terminologia técnica dentro de cada área;
III. pelo fornecimento de argumentos válidos que possam confirmar ou infirmar as proposições analisadas e os objetivos estabelecidos pelo autor; 
IV. pela discussão aprofundada e sistemática do problema e hipóteses propostos; 
V. pela análise, tabulação e interpretação dos dados obtidos durante a pesquisa, se houver.
§3.º. Como texto de gênero dissertativo, o TCC deverá constituir um texto claro, coeso, coerente, que preveja, como destinatário, um leitor universal, para quem deverá ser feita a organização das informações disponíveis sobre o problema ou tema proposto, e a quem caberá convencer da verdade das soluções propostas, pela força da argumentação.
§4.º. Embora não se espere de um trabalho de conclusão de um curso de graduação originalidade na escolha do problema, na definição das hipóteses a serem verificadas ou na metodologia a ser utilizada, o TCC deve constituir, necessariamente, um texto autêntico, inédito, com características próprias.
Art. 3.º. O TCC tem por objetivos:
I. integrar a teoria e a prática, permitindo ao aluno aplicar o conhecimento adquirido ao longo do curso à elaboração de um trabalho científico;
II. proporcionar ao aluno o desenvolvimento dos princípios da pesquisa científica, bem como o exercício da reflexão e da produção sistemática de conhecimento nas respectivas áreas acadêmicas.
 Art. 4.º. Pelo fato de o TCC constituir importante expressão de produção acadêmica institucionalizada, a Faculdade Católica de Pouso Alegre reclama para si o direito de servir-se do TCC de cada aluno nos limites definidos pela legislação vigente, no que diz respeito aos direitos autorais.

Capítulo II 
DA COORDENAÇÃO DO TRABALHO
DE CONCLUSÃO DE CURSO
Art 5.º. Fica sob a responsabilidade da Diretoria Geral a designação de um Coordenador do TCC no âmbito da instituição.
Art. 6.º. Cabe ao Coordenador do TCC:
I. apresentar e atualizar, anualmente, segundo a necessidade, as normas e o calendário de atividades ligadas à elaboração e à apresentação dos TCC’s;
II. cumprir e fazer cumprir o calendário de atividades referentes ao TCC;
III. receber do professor que acompanhou o projeto de elaboração dos temas de monografia a relação com os nomes dos alunos que farão o TCC com seus respectivos temas e áreas de pesquisa e desenvolvimento;
IV. indicar, junto com o professor da disciplina de Projeto de Pesquisa, ouvida a coordenação do curso, entre o corpo docente dos cursos de Filosofia e Teologia, os professores orientadores para os TCC’s, segundo as suas respectivas áreas ou linhas de pesquisa;
V. analisar e julgar requerimentos referentes ao TCC;
VI. organizar a listagem de alunos inscritos por orientador;
VII. confirmar as inscrições e encaminhar a listagem dos alunos por orientador à Secretaria, para as devidas providências;  
VIII. organizar e entregar, aos alunos e professores orientadores, cópias das normas e orientações relativas ao TCC, bem como do respectivo cronograma de atividades;
IX. organizar o processo de avaliação dos TCC’s;
X. definir e organizar os dias para a defesa pública dos TCC’s e a composição das bancas de defesa oral, ouvidas as coordenações de curso e a Diretoria Acadêmica;  
XI. comunicar os acadêmicos a respeito da data marcada para a apresentação de seus TCC’s com, no mínimo, 10 (dez) dias de antecedência;
XII. recolher as cópias das monografias e encaminhá-las à Secretaria Acadêmica;
XIII. preparar atas para as defesas públicas dos TCC’s.

Capítulo III
DA CONFECÇÃO E DA ORIENTAÇÃO
DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
Art. 7.º. O TCC deverá ser desenvolvido somente por um aluno a partir de um projeto elaborado durante o quarto período do curso de Filosofia e do quinto período do Curso de Teologia, sob a assistência do professor da disciplina de Projeto de Pesquisa, devendo esta integrar a grade curricular de cada curso.
Parágrafo único. No projeto do TCC, deverão constar como itens básicos:
I. tema;
II. área específica de pesquisa;
III. referencial teórico;
IV. problematização e hipótese;
V. justificativa;
VI. objetivos;
VII. metodologia;
VIII. cronograma de execução;
IX. bibliografia.
Art. 8.º. O desenvolvimento do TCC será acompanhado por um professor orientador, em sessões de orientação combinadas previamente com o aluno (quinzenais ou mensais), e definidas segundo um calendário de datas no início do acompanhamento.
§1.º. Salvo em casos especiais, definidos pelo Coordenador de TCC, ouvidas as Coordenações de Curso e a Diretoria Acadêmica, cada professor orientador poderá orientar, no máximo, 4 (quatro) alunos por ano letivo.
§2.º. Cada professor orientador deverá ser remunerado no valor de 2 (duas) horas-aula mensais, por orientando, referentes ao trabalho de orientação e demais atribuições advindas do mesmo.
§3.º A remuneração do professor orientador será efetuada após o cumprimento de todas as suas atribuições, não incidindo sobre a mesma os adicionais previstos para a hora letiva convencional em sala de aula.
§4.º O segundo leitor não será remunerado.
Art. 9.º. O desenvolvimento do TCC, por parte do aluno, deverá cumprir os seguintes procedimentos mínimos:
I. definição do tema da pesquisa durante o quarto período do Curso de Filosofia e o quinto período do Curso de Teologia;
II. contato com um professor orientador com projeto dentro da linha de pesquisa escolhida, já na fase inicial do processo, a fim de que este possa, se necessário, apresentar sugestões, sobretudo de conteúdo teológico ou filosófico, para uma melhor definição e clareza no que diz respeito ao projeto de TCC que irá desenvolver;
III. estabelecimento, junto ao professor orientador, no início do quinto período do curso de Filosofia e do sexto período do curso de Teologia, de um cronograma de atividades relacionadas à elaboração do TCC, no qual deverão constar minimamente as datas para:
a) entrega das seções previstas para o trabalho;
b) devolução das correções por parte do professor orientador;
c) entrega do trabalho concluído à Coordenação do TCC, para a defesa pública;
d) revisão do texto, após a defesa, seguindo o parecer dos professores componentes da banca, e entrega da versão final encadernada, em até 15 (quinze) dias após a defesa;
IV. cumprimento do cronograma supracitado.
 Art. 10.º.  São atribuições do professor orientador:
I. auxiliar, no que se refere aos conteúdos teológicos ou filosóficos, na elaboração do projeto de TCC, quando solicitado pelo aluno ou pelo professor responsável por esta disciplina;
II. orientar a atividade de pesquisa na confecção dos TCC’s elaborados pelos alunos sob sua responsabilidade, consoante as normas constantes neste regulamento e em outras orientações exaradas pela Instituição;
III. elaborar, no início do ano, juntamente com cada aluno a ser orientado, um calendário de atividades que será observado ao longo do processo de confecção do TCC;
IV. participar das atividades relativas ao acompanhamento e defesa dos TCC’s;
V. atender seus orientandos de acordo com agenda previamente combinada e segundo cronograma estabelecido;
VI. cumprir as datas estabelecidas com o orientando e exigir do aluno, se necessário, o cumprimento das atividades agendadas;
VII. colher assinaturas de cada aluno orientado e assinar em cada sessão de orientação e encaminhar as referidas listas, ao final dos trabalhos, para o Coordenador do TCC;
VIII. informar ao Coordenador do TCC as possíveis dificuldades  ao longo da orientação;
IX. entregar, no ato da defesa pública o parecer acadêmico sobre o texto escrito de cada um dos TCC’s por ele acompanhados, constando das alterações que se fizerem necessárias antes da entrega da versão final do texto.
Art. 11. São atribuições do orientando:
I. elaborar e desenvolver o seu projeto de TCC, consoante as normas constantes neste regulamento e em outras orientações exaradas pela Instituição;
II. elaborar, no início do quinto período, no Curso de Filosofia, e do sexto período, no Curso de Teologia, juntamente com o professor orientador, um calendário de atividades que será observado ao longo do processo de confecção do TCC;
III. comparecer e participar das sessões de orientação nas datas agendadas; 
IV. participar das atividades comuns programadas pela Coordenação do TCC;
V. apresentar o trabalho sempre que solicitado pelo orientador, conforme o calendário de atividades programadas;
VI. fazer a correção de seu trabalho no que tange a norma padrão da Língua Portuguesa e à coesão e coerência textual;
VII. entregar à Coordenação do TCC, dentro do prazo estabelecido em calendário escolar, duas cópias do seu TCC, encadernadas em espiral, para uso do orientador e do segundo leitor no processo da defesa pública;
VIII. entregar à Coordenação do TCC, dentro do prazo estabelecido em calendário escolar, a versão final, com três cópias encadernadas em capa dura, a serem destinadas à biblioteca, ao orientador e ao segundo leitor.

Capítulo IV
DA  AVALIAÇÃO E DEFESA PÚBLICA
DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
Art. 12. A avaliação dos TCC’s constará de apreciação do texto escrito e também de uma defesa oral do trabalho para os Cursos de Filosofia e Teologia.
Art. 13. A apreciação do texto escrito e da defesa pública do TCC será efetuada pelo professor orientador e pelo segundo leitor. 
§1.º. O texto escrito do TCC deverá ser avaliado de acordo com os seguintes critérios:
I. correção lingüística;
II. respeito às normas para apresentação de trabalhos científicos exaradas pela Instituição;
III. pertinência e relevância do tema dissertado;
IV. adequação à metodologia específica da área trabalhada;
V. coerência interna e qualidade científica do conteúdo dissertado;
VI. amplitude da pesquisa bibliográfica;
VII. relevância para a pastoral da Igreja, no âmbito do Curso de Teologia;
VIII. relevância para a percepção e a reflexão crítica dos paradoxos humano-sociais, no âmbito do Curso de filofia.
§2.º. A defesa pública do TCC deverá ser avaliada de acordo com os seguintes critérios:
I. clareza na exposição do conteúdo;
II. uso adequado da Língua Portuguesa;
III. respeito ao tempo estabelecido para a defesa;
IV. domínio do assunto em questão;
V. objetividade e clareza nas respostas às questões apresentadas pela banca examinadora;
§3.º. O professor orientador e o segundo leitor avaliarão o texto escrito e a defesa pública do TCC conforme os critérios acima, cabendo-lhes entregar um parecer acadêmico à Coordenação do TCC no ato da defesa pública do TCC em questão, constando das alterações necessárias antes da entrega da versão final.
§4.º. Do parecer acadêmico a ser entregue pelo professor orientador e pelo segundo leitor, deverão constar:
I. cabeçalho, contendo o nome da instituição e do curso;
II. nome completo do aluno;
III. título e, se houver, subtítulo de seu TCC;
IV. local e ano de realização do TCC;
V. comentário a respeito dos critérios de avaliação elencados no §1.º deste artigo;
VI. elementos a serem alterados no texto para versão final, se houver;
VII. data e local da confecção do parecer acadêmico;
VIII. nome completo do professor avaliador, com sua assinatura.
 Art. 14. A defesa pública dos TCC’s constará do calendário do último período dos Cursos de Filosofia e Teologia.
§1.º. A defesa pública será realizada de acordo com os seguintes procedimentos:
I. Constituição de uma banca examinadora, composta pelo orientador e pelo segundo leitor;
II. A data e a hora marcadas para a defesa serão comunicadas ao aluno com 10 (dez) dias de antecedência;
III. O professor orientador presidirá a sessão e dará início a ela no dia e hora estipulados;
IV. O aluno terá 20 (vinte) minutos para apresentar o conteúdo de seu trabalho;
V. Os membros da banca examinadora disporão de até 25 (vinte cinco) minutos para argüir o aluno, incluído aqui o tempo para resposta;
VI. Encerrado o tempo para a defesa os membros da banca se retiram para atribuir a nota ao aluno seguindo os critérios estipulados para tal avaliação;
VII. Em seguida, voltam ao local da defesa, procedem a leitura da ata e anunciam a aprovação ou reprovação da monografia, sem ler a nota atribuída ao aluno;
VIII. Por fim, o orientador encerra a sessão.
Art. 15. Não será admitido atraso na entrega do TCC. Caso ocorra, o aluno sofrerá sanções decorrentes, a saber: para ambos os Cursos, a não-defesa pública; na Teologia, a impossibilidade de realização do Exame Compreensivo.
Parágrafo único. Ocorrendo atraso na entrega, o trabalho só poderá ser apresentado no período letivo subseqüente.
Art. 16. Será considerado aprovado o aluno cujo TCC alcançar nota final igual ou superior a 70 (setenta) pontos.
Art. 17. Será considerado reprovado, sem direito à revisão do texto ou qualquer outra forma de recuperação, o aluno cujo TCC:
I. não alcançar, na média dos avaliadores, nota igual ou superior a 50 (cinqüenta) pontos;
II. apresentar-se como uma colagem ou mera paráfrase de textos produzidos por outros autores;
III. fique comprovado não ser ele o seu autor.
§1.º. Será também reprovado o aluno que alcançar, na média dos avaliadores, nota igual ou superior a 50 (cinqüenta) pontos e inferior a 70 (setenta) pontos; 
§2.º. As constatações indicadas pelos incisos II e III constantes no caput deste artigo deverão ser referendadas pelo Colegiado de Curso.
§3.º. Não ocorrendo a defesa pública do TCC na data agendada para tal, o trabalho poderá ser defendido no período letivo subseqüente.
Art. 18. O aluno reprovado no TCC, consoante os casos previstos nos incisos de I a III do Art. 16, deverá rematricular-se para o período seguinte e encaminhar requerimento ao Coordenador do TCC, junto à Secretaria da Instituição, a fim de reiniciar (em caso de plágio ou não-autoria) ou retomar  (no caso de nota insuficiente)  o processo descrito neste regulamento, com o objetivo de defender o TCC no final do mesmo período.
§1.º. o aluno reprovado por alcançar, na média dos avaliadores, nota igual ou superior a 50 (cinqüenta) pontos e inferior a 70 (setenta) pontos, deverá rematricular-se para o período seguinte e encaminhar requerimento ao Coordenador do TCC, junto à Secretaria da Instituição, a fim de retomar o processo descrito neste regulamento, com o objetivo de defender o TCC logo que rever o texto, seguindo o parecer dos professores componentes da banca.
§2.º. O aluno que entregar o texto do TCC após a data prevista em calendário escolar ou que não realizar a defesa pública na data estipulada deverá rematricular-se, na disciplina de TCC, para o período seguinte e encaminhar requerimento ao Coordenador do TCC, junto à Secretaria da Instituição, a fim de que possa defender seu trabalho quando da constituição de novas bancas.
 Art. 19. Toda e qualquer observação ou avaliação feita com relação ao TCC deverá ser atribuída única e exclusivamente ao autor do referido trabalho.

Capítulo V
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 20. Os casos omissos no presente regulamento serão resolvidos pelo coordenador de TCC, ouvido o CONSEPE, as Diretorias Acadêmica e Geral, e as Coordenações de curso.
Art. 21. Este regulamento entra em vigor a partir da data de sua publicação.
Parágrafo único. Fica estabelecido que o presente regulamento deverá ser submetido à revisão do CONSEPE após decorrido um ano de sua vigência e antes de decorridos dois anos.

Teologia - Perfil do Profissional

Considerando os objetivos elencados acima, o presente curso de Bacharelado em Teologia visa a preparar profissionais para assumir a responsabilidade de atuar nos mais diversos setores da Igreja e da sociedade. Em sintonia com a missão da Faculdade Católica de Pouso Alegre, que é promover o desenvolvimento do aluno como um todo, visando a constituir um cidadão consciente, ético, reflexivo e promotor do bem comum, o profissional egresso de Teologia deverá desenvolver as seguintes atitudes, competências e habilidades:



QUANTO ÀS ATITUDES

•  Agir como promotor do saber teológico e ajudar as pessoas a compreender a vida à luz dos fundamentos da fé cristã;

•  dar testemunho de coerência na práxis teológica, demonstrando legítima articulação entre teoria e prática, fé e vida;

•  manter uma postura ética e dialógica diante das mais diversas tendências, teorias, estruturas e correntes das ciências do espírito humano;

•  cultivar uma ética cristã que se caracterize pela compreensão integral do ser humano, segundo uma perspectiva solidária de ação eclesial e social, contra todo tipo de discriminação de raça, de sexo, de religião, de classe social;

•  reconhecer a importância das questões que dizem respeito ao sentido, ao significado e ao valor da própria existência;

•  cultivar a comunicação e o relacionamento humano: falar, ouvir e trabalhar em equipe, aprimorando a comunicação escrita e oral;

•  cultivar o espírito ecumênico e o diálogo inter-religioso, reconhecendo valores religiosos e humanos presentes em outras comunidades eclesiais não-católicas e nas tradições não-cristãs;

•  valorizar o crescimento pessoal na fé fundamentada teologicamente;

•  discernir em si mesmo a origem e as motivações de sua reflexão crítica e permitir que seu olhar seja purificado pela fé;

•  intensificar a sua vida de fé, unindo sempre pesquisa científica e oração;

•  nutrir respeito pelo povo de Deus, e esforçar-se por dispensar-lhe um ensinamento que não venha a lesar, de modo algum, a doutrina da fé.



QUANTO ÀS COMPETÊNCIAS E HABILIDADES

•  Haurir da Revelação divina a doutrina católica, nela penetrar profundamente, torná-la alimento da própria vida espiritual, anunciá-la e expô-la;

•  reinterpretar e organizar os dados revelados, vividos e compreendidos pela comunidade eclesial, em diferentes contextos socioculturais e históricos;

•  dominar os conceitos básicos da Teologia, procurando elaborar uma síntese teológica dos diversos conteúdos estudados ao longo do curso;

•  relacionar os conteúdos da Teologia com a prática pastoral da Igreja;

•  discernir o sentido da vida e os grandes problemas existenciais à luz dos fundamentos da fé cristã;

•  exercer com competência e responsabilidade os ministérios ordenados ou não-ordenados na Igreja, cultivando um espírito de doação, de serviço, de paciência, de humildade, de respeito, de diálogo;

•  concretizar ações pastorais, catequéticas, coordenação de grupos e movimentos, aconselhamento pastoral, segundo as necessidades das diversas comunidades eclesiais;

•  valorizar o fenômeno religioso brasileiro e universal, em especial as questões da Igreja na América Latina;

•  colocar-se a serviço da ação evangelizadora da Igreja, procurando iluminar a missão da Igreja com as reflexões teológicas;

•  produzir teologia e pastoral voltadas para grupos, comunidades e pastorais a partir do discernimento crítico, buscando confrontar as situações concretas com a Palavra de Deus;

•  participar de planejamentos pastorais e organismos intermediários, fundamentados no pensamento e nos valores cristãos;

•  subsidiar atividades e programas pastorais, estudos bíblicos, cursos populares de Teologia, retiros espirituais, assembléias pastorais;

•  saber identificar os modelos teológicos subjacentes às práticas pastorais, nas teologias profissionais;

•  oferecer às comunidades eclesiais segurança doutrinária frente aos desafios e problemas do mundo de hoje;

•  atualizar o significado histórico-salvífico da Revelação, com uma linguagem capaz de falar de Deus de modo sempre novo;

•  realizar pesquisas teológicas ou práticas nos diversos âmbitos da ciência teológica;

•  orientar e dar atendimento às pessoas nas suas mais diversas necessidades, com base nos princípios e valores cristãos;

•  refletir sobre a própria prática, de forma a aperfeiçoá-la quando se fizer necessário, considerada sua relevância para a Igreja e para a sociedade;

•  organizar e coordenar projetos para as comunidades eclesiais, numa perspectiva teológica e contextual;

•  participar da produção do saber teológico, tendo como base a permanente busca de conhecimento teológico e a análise constante da realidade;

•  exercer o ensino religioso a partir de uma compreensão teológica profunda, abrangente e coerente com as transformações do mundo;

•  participar da formulação de propostas de intervenção teológica nas ações da Igreja, nas organizações não eclesiais, tendo em vista a ação consciente e efetiva da Igreja no mundo;

•  estar atento às exigências epistemológicas da sua disciplina, às exigências do rigor crítico e, conseqüentemente, à verificação racional de todas as etapas da sua pesquisa;

•  assumir da cultura do seu ambiente elementos que lhe permitam melhor iluminar um ou outro aspecto dos mistérios da fé.

Teologia - Perfil do Curso

O serviço da Teologia apresenta-se em dupla dimensão recíproca: na interpretação do horizonte dos sentidos fundamentais que perpassam a vida e a morte; nas propostas de ação e desempenhos correspondentes quanto à vida individual e social.

Para atender a essa dupla dimensão, o curso de Bacharelado em Teologia da Faculdade Católica de Pouso Alegre tem como referencial uma visão integral do ser humano, fundada no valor da vida, visando a um compromisso histórico-prático nas relações básicas do humano (pessoal, social, ecológico/planetário, espiritual), à luz da proposta cristã (Jesus Cristo – Reino de Deus). Seu objetivo é promover uma cultura integral, própria da missão educadora e evangelizadora da Igreja, levando à prática sincera dos valores cristãos, numa inserção na cultura contemporânea. Além disso, pretende, pela força do Evangelho, contribuir nos critérios de julgamento, nos valores fundamentais, nos centros de interesse, nas linhas de pensamento e nos modelos de vida da humanidade de hoje e modificá-los sempre que se apresentem contrários à Palavra de Deus e ao desígnio salvífico.

Tanto na promoção e desenvolvimento da investigação teológica como na atividade de ensino, o curso tem como fundamento a perspectiva de fé, à luz da Revelação cristã, relacionada com a razão, na busca da verdade. Tem na Sagrada Escritura e na reflexão sistemático-pastoral os suportes básicos de sua estrutura. Cada uma das disciplinas faz parte de um todo que tem em Jesus Cristo seu elo fundamental, numa abertura aos dados da Revelação cristã, abarcando o ser humano em sua totalidade. Ao mesmo tempo, a reflexão teológica abre-se ao diálogo como uma forma adequada e necessária para tratar dos problemas do nosso tempo e iluminá-los na perspectiva da fé. Todo esse esforço é desenvolvido bebendo das fontes cristãs, valorizando a sabedoria que se foi acumulando na Tradição, acompanhando o esforço permanente do Magistério da Igreja.

Teologia - Objetivos

Em diálogo com as ciências e a sociedade atual, o Curso de Teologia da Faculdade Católica de Pouso Alegre tem por objetivos gerais:

• aprofundar e explanar de maneira sistemática os fundamentos da fé cristã, haurida com o máximo cuidado da Revelação, usando o método que lhe é próprio;

• buscar acuradamente as soluções para os problemas humanos, à luz da mesma Revelação;

• preparar os alunos para os diferentes serviços e ministérios hoje existentes e que necessitam de qualificada formação teológica;

• preparar igualmente para a pesquisa teológica;

• qualificar para atuar nos vários setores e pastorais da Igreja;

• dar uma base consistente para os que se encaminham para o ensino da Teologia ou para a oferta do ensino religioso, bem como para assessorias diversas.



OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Além dos objetivos gerais, o curso visa em particular:

• proporcionar uma sólida formação em Teologia, com qualificação para o exercício dos ministérios eclesiais, especialmente o presbiteral;

• preparar para a atuação em diferentes campos e serviços que exigem uma formação teológica qualificada;

• dar uma formação básica para os que se encaminham ao magistério no campo da Teologia e/ou Ensino Religioso;

• divulgar em todos os níveis o pensamento teológico, de modo a contribuir com a evangelização nos mais diferentes campos e ambientes da cultura e da sociedade contemporâneas;

• desenvolver uma reflexão interdisciplinar como convém ao nosso tempo, numa formulação adequada aos diversos contextos culturais;

• fortalecer o sentido da existência, sensibilizando para a dimensão da transcendência do ser humano e da própria vida na sua totalidade;

• capacitar para uma interação crítica e criativa com todos os setores da Igreja e da sociedade, abertos à contribuição da Teologia;

• subsidiar a produção de uma Teologia que dialogue com as realidades eclesiais e sociais contemporâneas;

• fornecer instrumentos para a pesquisa e aprofundamento da Teologia nos aspectos teóricos e metodológicos;

• possibilitar uma ordem de estudos que leve adequadamente em conta diferentes contextos culturais;

• contribuir com a missão evangelizadora da Igreja, colocando-se a serviço do empenho dos cristãos e das comunidades eclesiais em promover, apoiar e fortalecer iniciativas que visem à superação da pobreza estrutural que assola os nossos povos.

Teologia - Histórico

As origens da Faculdade Católica de Pouso Alegre prendem-se ao Seminário Arquidiocesano de Pouso Alegre. As origens da instituição de ensino Seminário Arquidiocesano Pouso Alegre encontram-se, por sua vez, bastante entrelaçadas com as origens da própria Arquidiocese de Pouso Alegre, visto que o Seminário foi criado como condição prévia para a instalação de um Bispado no Sul de Minas. Deu-se a inauguração solene do “Seminário Menor do Sul de Minas” a 8 de setembro de 1899, e a instalação da Diocese, praticamente um ano depois, em 4 de agosto de 1900, constituindo-se o décimo terceiro bispado em terras brasileiras. De início, o Seminário foi vinculado ao Colégio Diocesano São José, que acolhia tanto alunos que aspiravam ao sacerdócio quanto os que apenas buscavam cursar as séries hoje referentes à Educação Básica.

Em 1927, foi inaugurado o primeiro prédio próprio do Seminário, que serve hoje à Escola Estadual “Doutor José Marques de Oliveira”. Desde os seus primeiros anos, ali se ministraram os cursos de Filosofia e Teologia e por ali passaram renomados professores. Contudo, em 1934, por determinação da Santa Sé, os seminaristas passaram a freqüentar esses cursos no Seminário de Mariana (MG), o que ocorreu até o início da década de setenta. Em 1962, tendo sido a Diocese de Pouso Alegre elevada à categoria de Arquidiocese e havendo, quase de imediato, providenciado a construção de um novo prédio para o Seminário numa vasta região afastada da cidade, os alunos puderam ser transferidos para as novas instalações e, três anos depois, em 1971, também os alunos de Filosofia puderam transferir-se de Mariana para o curso de Filosofia reiniciado em Pouso Alegre.

Quanto aos estudos de Teologia, os alunos freqüentaram, entre 1968 e 1971, a Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo (SP), e de 1974 a 1995, o Instituto Teológico Sagrado Coração de Jesus, em Taubaté (SP). Em 21 de março de 1996, para grande alegria de todos, inaugurou-se nova ala do Seminário Arquidiocesano de Pouso Alegre destinada ao Instituto Teológico Interdiocesano São José, para os estudos teológicos dos futuros padres das três Dioceses que constituem a Província Eclesiástica: Campanha, Guaxupé e Pouso Alegre. O Instituto teve como primeiro diretor o Padre José Francisco Rezende Dias (1996-1999), hoje Bispo Diocesano de Duque de Caxias (RJ) e substituído no cargo pelo atual diretor, Pe. Marco Aurélio Gubiotti (2000-...).

O final do século XX e este início do século XXI têm marcado uma verdadeira “época de ouro” para o Seminário Arquidiocesano de Pouso Alegre, registrando considerável incremento, tanto para o curso de Filosofia como para o de Teologia, com a contratação de professores especializados, a ampliação e informatização da biblioteca, a aquisição de computadores e a melhoria das instalações, graças à clarividência e esforço de seus reitores: Pe. Mauro Morais (1988-1995), Pe. Antônio Carlos Félix (1996-1999), Pe. José Francisco Rezende Dias (2000-2001), Pe. Jésus Benedito dos Santos (2001-2004), Pe. Simão Cirineo Ferreira (2004-...).

O padrão de qualidade mantido pelo Seminário nos cursos de Filosofia e Teologia sempre permitiu que seus egressos pudessem convalidar seus estudos em universidades credenciadas como, por exemplo, a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, ou que procurassem estudos superiores de pós-graduação em universidades do Brasil ou do exterior.

Entretanto, as mudanças decorrentes da Lei 9.394/96 de Diretrizes e Bases da Educação e do Parecer CNE/CES 765/99, que tornaram impossível a convalidação dos estudos seminarísticos, levaram o Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre, Dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, a incentivar a idéia da criação de uma Instituição de Ensino Superior que pudesse oferecer oficialmente o curso de Filosofia e, uma vez que alguns cursos de Teologia já lograram no Brasil, com base no Parecer CNE/CES 241/99, o reconhecimento pelo Ministério da Educação, também o de Teologia. Em vista disso, criou na Arquidiocese a Fundação Educacional Dom José D´Ângelo Neto – FEJAN (CNPJ 05.579.079/0001-70), Mantenedora da Faculdade Católica de Pouso Alegre.
A Faculdade Católica de Pouso Alegre , como escola particular de direito privado, confessional católica e mantida pela Fundação Educacional Dom José D'Ângelo Neto, já constitui o grande sonho e a firme esperança do corpo docente e dos alunos do Seminário Arquidiocesano de Pouso Alegre.

Teologia - Dados Gerais do Curso

Titulação: Bacharel em Teologia
Reconhecido pelo MEC, pela Portaria 268, de 19/07/2011 - DOU 20/07/2011
Turno: Diurno Integral
Número de vagas: 50 vagas
Regime de matrícula: Semestral
Duração do curso: 8 semestres letivos
Tempo mínimo de integralização: 8 semestres letivos
Tempo máximo de integralização: 16 semestres letivos
Carga horária mínima: 3.040 horas-aula
Número de Turmas: 4 turmas
Dias letivos semestrais: 100 dias
Dias letivos semanais: 6 dias
Semanas letivas por período: 19 semanas
Valor do crédito em horas-aula: 16 horas-aula
Valor da mensalidade (2017): R$ 1.170,00

Teologia - Critérios de Avaliação

Não se pode negar a importância de um processo que se destine a avaliar, com segurança, medidas conducentes a uma tomada de decisão, muito especialmente se esse processo se destina à avaliação do ensino-aprendizagem, o qual se estende desde a administração escolar até os procedimentos e atividades na sala de aula. A avaliação institucional está contemplada no Projeto de Avaliação Institucional. Aborda-se aqui, especificamente, a avaliação do processo de ensino-aprendizagem.

Este projeto pedagógico prevê a avaliação como motivo de diálogo, um processo de compreensão e também de transformação que acontece no ambiente acadêmico. A mesma deve constituir-se como um valor de uso e de mudança, que considere não só resultados, mas também todo o processo de aprendizagem, que se constitua como um instrumento ético, contextualizado, capaz de atuar na coletividade e não somente na individualidade.

A Faculdade Católica de Pouso Alegre possui um processo de avaliação normalizado e que consta de seu Regimento, conforme se pode observar no extrato apresentado logo abaixo:


Capítulo II
DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO ESCOLAR
Art. 104. A avaliação do desempenho escolar é feita por disciplina, incidindo sobre a freqüência e o aproveitamento, ambos eliminatórios por si mesmos, ressalvado o disposto no art. 112 e no art. 113.
Art. 105. A freqüência às aulas e demais atividades escolares é obrigatória, vedado o abono de faltas, salvo nos casos expressamente previstos em lei.
§ 1º.  Independentemente dos demais resultados obtidos, é considerado reprovado na disciplina o aluno que não obtenha freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) às aulas e demais atividades escolares de cada disciplina.
§ 2º.  A verificação e registro da freqüência é de responsabilidade do professor e seu controle será efetuado pela Secretaria.
Art. 106. O aproveitamento escolar é avaliado mediante acompanhamento contínuo do aluno e dos resultados por ele obtidos nos exercícios escolares ao longo do semestre, ressalvado o disposto no art. 109.
§ 1º. Compete ao professor da disciplina elaborar os exercícios escolares sob a forma de provas e determinar os demais trabalhos, bem como julgar-lhes os resultados.
§ 2º. Os exercícios escolares, em número mínimo de dois por período letivo, visam à avaliação progressiva do aproveitamento do aluno e constam de trabalhos e provas, além de outras formas de verificação previstas no plano de ensino da disciplina.
Art. 107. A cada verificação de aproveitamento, é atribuída uma nota, expressa em grau numérico de 0 (zero) a 100 (cem), permitindo-se apenas números inteiros.
§ 1º. Ressalvado o disposto no § 2 o , atribui-se nota 0 (zero) ao aluno que deixar de se submeter à verificação prevista, na data fixada, bem como ao que nela se utilizar de meio fraudulento.
§ 2º. Ao aluno que deixar de comparecer às provas, na data fixada, pode ser concedida segunda chamada, desde que requerida no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, a contar da data da realização da prova e, se comprovado o motivo que o justifique, a juízo do Coordenador do Curso.
§ 3º.  Pode ser concedida revisão da nota atribuída às provas escritas, quando requerida no prazo de 36 (trinta e seis) horas, contadas da data de sua divulgação.
§ 4º. O Colegiado de Curso regulamentará os procedimentos a serem observados na revisão de provas.
Art. 108. É considerado habilitado em cada disciplina o aluno que obtiver pelo menos 75% (setenta e cinco por cento) da freqüência às aulas e demais ativida­des escolares e média semestral (MS) mínima no valor de 70 (setenta).
Parágrafo único. A média semestral para a habilitação em qualquer disciplina é a média aritmética de todas as provas e demais exercícios escolares realizados pelo aluno no decurso do período, ou seja:

MS = T 1 + T 2 + ... + T n
____________________
n

Art. 109. Com vistas à aprovação, deve submeter-se a exame final (EF), que pode constar de mais de um exercício de avaliação, o aluno que, não habilitado nos termos do artigo prece­dente, obtiver pelo menos 75% (setenta e cinco por cento) de presença às aulas e demais atividades escolares e média semestral igual ou superior a 30 (trinta) e inferior a 70 (setenta).
Parágrafo único. É aprovado o aluno que obtiver nota igual ou superior a 50 (cinqüenta) na média final (MF), que se obtém da média aritmética entre a média semestral e a nota do exame final, ou seja:

MF = MS + EF
_________
2

Art. 110. É reprovado em qualquer disciplina o aluno que:
I.        não alcançar freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) às aulas e demais atividades escolares concernentes à disciplina em questão, independentemente da média final obtida;
II.      não conseguir média semestral mínima de 30 (trinta) ou média final mínima de 50 (cinqüenta).
Art. 111. O aluno reprovado por não ter alcançado seja a freqüência, seja a média semestral ou final mínima exigida, repetirá a disciplina, sujeito às mesmas exigências de freqüência e aproveitamento estabelecidas neste Regimento.
Art. 112. Além da aprovação nas disciplinas previstas no respectivo currículo, para a obtenção do grau de Bacharel em Teologia, o aluno deve ser aprovado num exame oral compreensivo, segundo normas definidas pelo CONSEPE.
§ 1º. O exame oral compreensivo não pode ser realizado antes que o aluno tenha sido aprovado em todas as disciplinas e práti­cas educativas do currículo.
§ 2º. O exame oral compreensivo será prestado diante de uma banca de quatro professores, que examinarão colegialmente.
§ 3º. A nota mínima de aprovação no exame oral compreensivo é 50 (cinqüenta).
§ 4º. O aluno não-aprovado no exame oral compreensivo pode repeti-lo, em, no mínimo, 30 (trinta) dias após a primeira tenta­tiva.
Art. 113. Para a obtenção do grau de Bacharel, conforme o curso, o aluno deve elaborar um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), segundo normas definidas pelo CONSEPE.
Art. 114. O aluno que ingressar na Faculdade Católica de Pouso Alegre por outra forma que não a de matrícula inicial, pela via do processo seletivo, ficará sujeito ao mesmo sistema de avaliação e aprovação dos demais alunos.
Art. 115. Os alunos que tenham extraordinário aproveitamento nos estudos, demonstrado por meio de provas e de outros instrumentos de avaliação específicos, aplicados por banca examinadora especial, poderão abreviar a duração de seus cursos, de acordo com o previsto pela legislação em vigor.
Suplementarmente às disposições institucionais, o projeto salienta também que o modelo de avaliação recomendado é de natureza continuada e processual, de responsabilidade do professor da disciplina, ouvida a coordenação do curso quando tal recurso se fizer necessário. O professor tem, pois, autonomia didático-pedagógica para definir como o processo de avaliação será conduzido, e deve deliberar, observadas as especificidades de cada disciplina, sobre o número e o tipo de instrumentos de avaliação utilizados, bem como pelos critérios de correção a serem aplicados.


TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é um momento de potencialização e sistematização de habilidades e conhecimentos adquiridos ao longo da graduação na forma de pesquisa acadêmico-científica. Trata-se de uma experiência fundamental na formação do bacharel. Como trabalho que se submete aos padrões de produção científica, o TCC deve respeitar seus parâmetros. Assim, ele envolve três etapas: a de formulação de um projeto, sua execução na forma de uma investigação e a apresentação de seus resultados de maneira a ser julgada pela própria comunidade científica. O curso de Teologia, da Faculdade Católica de Pouso Alegre pretende, por meio do TCC, verificar o nível de maturidade científica do aluno com relação a determinado assunto, relacionado com o conjunto teórico da área de conhecimento do curso.


ESTÁGIO SUPERVISIONADO DE PASTORAL

O estágio supervisionado constitui a vinculação entre a formação teórica e a vivência profissional. A ele serão consagrados momentos específicos para a formação discente. Esses momentos, ou espaços, compreendem a preparação, a observação, a regência e a avaliação. Assim, considera-se como:
•  preparação: oportunidade em que o estagiário deve nutrir-se de informações e coletar dados referentes à atividade que vai desenvolver;
•  observação: momento em que o estagiário tem para entrar em contato in loco com a atividade desenvolvida por alguém com experiência;
•  prática: momento em que o próprio estudante se vê colocado na prática da atividade;
•  avaliação: olhar retroativo e sincero, tanto da parte do estudante quanto do supervisor, sobre a atividade executada. Esse olhar tem como objetivo medir-lhe a validade, não só pelos resultados, mas também pela adequação dos métodos e processos empregados. Tem como finalidade última o aperfeiçoamento da atuação.


ATIVIDADES ACADÊMICO-CIENTÍFICO-CULTURAIS

Entende-se por atividades complementares as atividades acadêmico-científico-culturais promovidas pelo curso de Teologia da Faculdade Católica de Pouso Alegre. O objetivo de tais atividades é proporcionar ao aluno uma formação acadêmica que vá além dos conteúdos específicos da área. Esta disciplina compreende: palestras, seminários, oficinas, mini-cursos, congressos, conforme escolha do aluno; a preparação para o Exame Compreensivo de Teologia (8.º período); e quaisquer outras formas de atividades complementares à formação profissional do aluno aprovadas no âmbito da Coordenadoria de Curso. Constitui uma extensão do conteúdo curricular.

Teologia - Áreas de Atuação

A função do teólogo é a de adquirir uma compreensão sempre mais profunda da Palavra de Deus contida na Escritura inspirada e transmitida pela Tradição viva da Igreja.

O trabalho do teólogo responde ao dinamismo interno da própria fé: por sua natureza própria, a verdade quer comunicar-se, já que o homem foi criado para perceber a verdade, e deseja no mais profundo de si mesmo conhecê-la para nela se encontrar e para aí encontrar a salvação.

A Teologia não se reduz ao serviço para uma comunidade eclesial que professa suas convicções, mas é também um trabalho social para uma sociedade que necessita desenvolver as dimensões compreendidas pela religião e pela fé em seu meio. A Teologia não consegue permanecer falando só para o interior de uma comunidade, pois seus membros têm cidadania e têm necessidade de atuar em sistemas sociais como a família, a educação, a economia, a política. Os profissionais da Teologia têm hoje, diante de si, pelo menos três grandes grupos de interlocutores:

•  os portadores das convicções e práticas de fé dentro de sua própria comunidade de referência;

•  os representantes das teologias e outras comunidades ou Igrejas;

•  as pessoas que desenvolvem as ciências não-teológicas e um saber com outras formalidades que não as religiosas.

Na Igreja Católica, a destinação do esforço teológico que mais aparece se endereça à formação do clero e das pessoas integrantes das comunidades. Para além desta prestação de serviços em suas correspondentes comunidades, a Teologia tem hoje dois pontos de encontro cada vez mais urgentes. O primeiro, de cunho mais teórico, está nos grandes temas religiosos que requerem discussão e busca ecumênicas. Aí está um serviço amplo e necessário que transcende as paredes das próprias religiões e leva, para o bem da sociedade mais ampla, a dialogar construtivamente com outras convicções e propostas. O segundo, de cunho mais aplicativo e imediato, está na busca da Teologia para contribuir no discernimento e encaminhamento de setores da vida individual e social. É respeitável o potencial da Teologia na leitura crítica de macrossistemas como o das políticas econômicas. Passando para outras esferas da vida social, pode-se notar o importante serviço da Teologia para ajudar no discernimento de questões sociais, especialmente as que emergem com recentes conquistas científicas em campos como o da Biomedicina e semelhantes. A Teologia tem sido mencionada com freqüência crescente toda vez que as questões requerem um tratamento interdisciplinar para serem encaminhadas.



O bacharel em Teologia está apto a:

•  atuar nos diferentes serviços e ministérios existentes na Igreja e que necessitam de uma qualificada formação teológica, especialmente o ministério presbiteral;

•  ministrar o ensino religioso, ocupando-se da formação religiosa dos alunos de ensino fundamental e médio;

•  prosseguir seus estudos de pós-graduação, podendo posteriormente dedicar-se ao magistério superior;

•  desenvolver projetos de pesquisa sobre temas relevantes para a vida da Igreja e da sociedade (fenômeno religioso, fé, vida, morte,...);

•  assessorar trabalhos de promoção humana em organizações não-governamentais.

Teologia - Corpo Docente

Para o desenvolvimento do fluxo curricular do curso de Bacharelado em Teologia, a Faculdade Católica de Pouso Alegre conta com os docentes relacionados abaixo.

1. Adriano São João (Coordenador do Curso): Doutor em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Mestre em Teologia Dogmática pela mesma instituição. Bacharel em Teologia pela PUC-RJ. Licenciatura em Filosofia pela PUC-Minas. Licenciatura em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ouro Fino - MG. Especialização em Docência do Ensino Superior, pela PUC-Minas.
RT: I

2. Clemildes Francisco  de Paiva: Especialista em Docência do Ensino Superior (Universidade Gama Filho), Bacharel em Teologia (Centro Universitário Assunção), Bacharel em Filosofia Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora (2000). Aluno do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Direito Matrimonial Canônico na Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro, RJ e também do Curso de Mestrado em Direito Canônico no Instituto Pe. Dr. Giuseppe Benito Pegoraro, Instituto agregado à Pontifícia Universidade Lateranense de Roma (PUL).
RT: H

3. Daniel Santini Rodrigues: Doutor em Educação, pela Universidade São Francisco; Mestre em Educação, pela Universidade São Francisco, na linha de pesquisa "Linguagem, Discurso e Práticas Educativas". Possui especialização em Coordenação/ Supervisão Pedagógica, pela PUC-Minas; em Docência do Ensino Superior, pela Universidade Gama Filho (RJ) e em Gestão de Pessoas e de Projetos Sociais, pela Universidade Federal de Itajubá. Tem graduação em Bacharelado em Ciências da Computação, pela Universidade Estadual Paulista, graduação em Teologia, pela Faculdade Dehoniana e Curso Livre de Filosofia - Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora - Pouso Alegre.
RT: I

4. Fábio de Souza Leão: Mestre em Teologia (Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção- SP). Especialista em Docência do Ensino Superior (PUC-Minas). Licenciado em Filosofia (PUC-Minas).
RT: H

5. Hiansen Vieira Franco: Doutorado (2014) e Mestrado (2011) em História da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana, Roma; Bacharelado em História e Bens Culturais da Igreja, pela Pontifícia Universidade Gregoriana, Roma (2009); Bacharelado em Teologia pela Pontifícia Universidade Santo Anselmo, Roma (2003); e Licenciatura Plena em Filosofia pela Universidade São Francisco, de São Paulo (1998).
RT: H

6. Jean Poul Hansen: Mestre em Teologia pela Universidade Pontificia de Salamanca.
RT: H

7. Jésus Benedito dos Santos: Doutorado em Psicologia (Psicologia Social) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2009), Mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2004). Graduação em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1997) e graduação em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1989).
RT: H

8. José Augusto da Silva: Especialista em Ensino de Filosofia, pela Faculdade Católica de Pouso Alegre, Bacharel em Teologia.
RT:P

9. José Luiz Gonzaga do Prado: Mestrado em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana (1960) e mestrado em Sagrada Escritura pelo Pontifício Instituto Bíblico (1962).
RT: H


10. Juliano de Almeida Oliveira: Doutorado (2014) e Mestrado (2010) em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Mestrado (2016) em Direito Canônico pela Pontificia Università della Santa Croce, Roma. Especialização (2003) em Docência do Ensino Superior pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Bacharelado (2002) em Teologia pelo Pontificio Ateneo Sant'Anselmo, Roma. Licenciatura (1999) em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

11. Leandro de Carvalho Raimundo: Mestrado em Teologia Dogmática pelo Pontifício Ateneo Sant’Anselmo – Roma (2008). Especialização em Teologia Sacramentaria pelo Pontifício Ateneo Sant’Anselmo – Roma (2008). Graduação em Curso Livre de Filosofia Seminário Arquidiocesano de Pouso Alegre (1999) e Graduação em Teologia pelo ITESP (2003).

12. Luiz Gonzaga Scudeler: Doutorado (2002) e Mestrado (1982) em Teologia Moral pela Pontificia Universitas Lateranensis, Vaticano. Graduação em Curso livre de Teologia pelo Instituto Teológico São Paulo - SP (1975) e graduação em Curso livre de Filosofia pelo Instituto Redentorista de Estudos Superiores - SP (1970).
RT: H

13. Manoel Marques da Silva: Mestre em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana, Roma, Itália. Bacharel em Teologia pela PUC-RJ. Licenciado em Letras pela Universidade do Estado de Minas Gerais.
RT: P

Legenda:
RT: Regime de Trabalho
I: Integral
P : Parcial
H: Horista

Encontrar-se-ão à disposição para atendimento extraclasse dos alunos, dedicando pelo menos 15% de sua carga horária total a atividades complementares ao ensino de graduação, 2 professores:
a) Adriano São João (Coordenador do Curso);


b) Daniel Santini Rodrigues.

Filosofia - Regulamento do TCC

REGULAMENTO PARA A ELABORAÇÃO
DE TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO

Capítulo I
DA NATUREZA E  DOS OBJETIVOS
DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
Art. 1.º. O Trabalho de Conclusão do Curso (TCC) é um componente curricular obrigatório dos cursos de graduação da Faculdade Católica de Pouso Alegre, conforme se encontra formalizado no processo de autorização do curso pelo órgão competente, respeitadas as disposições legais e regimentais vigentes.
§1.º. Consiste o TCC em um trabalho individual de pesquisa científica, apresentado na forma de monografia, resultante da exposição de um problema ou tema específico, investigado através dos recursos metodológicos próprios para sua elaboração.
§2.º. O TCC deverá ser elaborado ao longo dos dois últimos períodos do Curso de Filosofia e dos sexto e sétimo períodos do Curso de Teologia, dentro das suas respectivas áreas, sob a orientação de um professor integrante do corpo docente do mesmo curso.
§3.º. O TCC deverá constar na grade curricular e, conseqüentemente, no horário de aulas do último período do curso de Filosofia e do penúltimo periodo do curso de Teologia, com um número de créditos adequado para a sua elaboração por parte do aluno.
Art. 2.º. O TCC consiste especificamente num trabalho monográfico, em prosa científica, de gênero dissertativo, vertido na norma culta da língua portuguesa, e deverá acompanhar as prescrições formais estabelecidas pela Faculdade Católica de Pouso Alegre para a elaboração de trabalhos de pesquisa científica.
§1.º. O autor do TCC deverá eleger um único tema sobre o qual deverá desenvolver a sua pesquisa, apresentando, no corpo do texto:
I. a sua pertinência e importância para a área de estudo;
II. a delimitação do campo e da área de pesquisa;
III. a problemática para a reflexão científica atual;
IV. a hipótese a ser testada e desenvolvida ao longo do trabalho;
V. a metodologia escolhida para a verificação da hipótese;
VI. os resultados da aplicação da metodologia escolhida;
VII. as conclusões colhidas e a relevância do trabalho no âmbito de sua respectiva área.
§2.º. Como texto científico, o TCC deverá primar:
I. pela objetividade;
II. pelo uso controlado do vocabulário e da terminologia técnica dentro de cada área;
III. pelo fornecimento de argumentos válidos que possam confirmar ou infirmar as proposições analisadas e os objetivos estabelecidos pelo autor;
IV. pela discussão aprofundada e sistemática do problema e hipóteses propostos;
V. pela análise, tabulação e interpretação dos dados obtidos durante a pesquisa, se houver.
§3.º. Como texto de gênero dissertativo, o TCC deverá constituir um texto claro, coeso, coerente, que preveja, como destinatário, um leitor universal, para quem deverá ser feita a organização das informações disponíveis sobre o problema ou tema proposto, e a quem caberá convencer da verdade das soluções propostas, pela força da argumentação.
§4.º. Embora não se espere de um trabalho de conclusão de um curso de graduação originalidade na escolha do problema, na definição das hipóteses a serem verificadas ou na metodologia a ser utilizada, o TCC deve constituir, necessariamente, um texto autêntico, inédito, com características próprias.
Art. 3.º. O TCC tem por objetivos:
I. integrar a teoria e a prática, permitindo ao aluno aplicar o conhecimento adquirido ao longo do curso à elaboração de um trabalho científico;
II. proporcionar ao aluno o desenvolvimento dos princípios da pesquisa científica, bem como o exercício da reflexão e da produção sistemática de conhecimento nas respectivas áreas acadêmicas.
 Art. 4.º. Pelo fato de o TCC constituir importante expressão de produção acadêmica institucionalizada, a Faculdade Católica de Pouso Alegre reclama para si o direito de servir-se do TCC de cada aluno nos limites definidos pela legislação vigente, no que diz respeito aos direitos autorais.

Capítulo II
DA COORDENAÇÃO DO TRABALHO
DE CONCLUSÃO DE CURSO
Art 5.º. Fica sob a responsabilidade da Diretoria Geral a designação de um Coordenador do TCC no âmbito da instituição.
Art. 6.º. Cabe ao Coordenador do TCC:
I. apresentar e atualizar, anualmente, segundo a necessidade, as normas e o calendário de atividades ligadas à elaboração e à apresentação dos TCC’s;
II. cumprir e fazer cumprir o calendário de atividades referentes ao TCC;
III. receber do professor que acompanhou o projeto de elaboração dos temas de monografia a relação com os nomes dos alunos que farão o TCC com seus respectivos temas e áreas de pesquisa e desenvolvimento;
IV. indicar, junto com o professor da disciplina de Projeto de Pesquisa, ouvida a coordenação do curso, entre o corpo docente dos cursos de Filosofia e Teologia, os professores orientadores para os TCC’s, segundo as suas respectivas áreas ou linhas de pesquisa;
V. analisar e julgar requerimentos referentes ao TCC;
VI. organizar a listagem de alunos inscritos por orientador;
VII. confirmar as inscrições e encaminhar a listagem dos alunos por orientador à Secretaria, para as devidas providências;
VIII. organizar e entregar, aos alunos e professores orientadores, cópias das normas e orientações relativas ao TCC, bem como do respectivo cronograma de atividades;
IX. organizar o processo de avaliação dos TCC’s;
X. definir e organizar os dias para a defesa pública dos TCC’s e a composição das bancas de defesa oral, ouvidas as coordenações de curso e a Diretoria Acadêmica;
XI. comunicar os acadêmicos a respeito da data marcada para a apresentação de seus TCC’s com, no mínimo, 10 (dez) dias de antecedência;
XII. recolher as cópias das monografias e encaminhá-las à Secretaria Acadêmica;
XIII. preparar atas para as defesas públicas dos TCC’s.

Capítulo III
DA CONFECÇÃO E DA ORIENTAÇÃO
DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
Art. 7.º. O TCC deverá ser desenvolvido somente por um aluno a partir de um projeto elaborado durante o quarto período do curso de Filosofia e do quinto período do Curso de Teologia, sob a assistência do professor da disciplina de Projeto de Pesquisa, devendo esta integrar a grade curricular de cada curso.
Parágrafo único. No projeto do TCC, deverão constar como itens básicos:
I. tema;
II. área específica de pesquisa;
III. referencial teórico;
IV. problematização e hipótese;
V. justificativa;
VI. objetivos;
VII. metodologia;
VIII. cronograma de execução;
IX. bibliografia.
Art. 8.º. O desenvolvimento do TCC será acompanhado por um professor orientador, em sessões de orientação combinadas previamente com o aluno (quinzenais ou mensais), e definidas segundo um calendário de datas no início do acompanhamento.
§1.º. Salvo em casos especiais, definidos pelo Coordenador de TCC, ouvidas as Coordenações de Curso e a Diretoria Acadêmica, cada professor orientador poderá orientar, no máximo, 4 (quatro) alunos por ano letivo.
§2.º. Cada professor orientador deverá ser remunerado no valor de 2 (duas) horas-aula mensais, por orientando, referentes ao trabalho de orientação e demais atribuições advindas do mesmo.
§3.º A remuneração do professor orientador será efetuada após o cumprimento de todas as suas atribuições, não incidindo sobre a mesma os adicionais previstos para a hora letiva convencional em sala de aula.
§4.º O segundo leitor não será remunerado.
Art. 9.º. O desenvolvimento do TCC, por parte do aluno, deverá cumprir os seguintes procedimentos mínimos:
I. definição do tema da pesquisa durante o quarto período do Curso de Filosofia e o quinto período do Curso de Teologia;
II. contato com um professor orientador com projeto dentro da linha de pesquisa escolhida, já na fase inicial do processo, a fim de que este possa, se necessário, apresentar sugestões, sobretudo de conteúdo teológico ou filosófico, para uma melhor definição e clareza no que diz respeito ao projeto de TCC que irá desenvolver;
III. estabelecimento, junto ao professor orientador, no início do quinto período do curso de Filosofia e do sexto período do curso de Teologia, de um cronograma de atividades relacionadas à elaboração do TCC, no qual deverão constar minimamente as datas para:
a) entrega das seções previstas para o trabalho;
b) devolução das correções por parte do professor orientador;
c) entrega do trabalho concluído à Coordenação do TCC, para a defesa pública;
d) revisão do texto, após a defesa, seguindo o parecer dos professores componentes da banca, e entrega da versão final encadernada, em até 15 (quinze) dias após a defesa;
IV. cumprimento do cronograma supracitado.
Art. 10.º.  São atribuições do professor orientador:
I. auxiliar, no que se refere aos conteúdos teológicos ou filosóficos, na elaboração do projeto de TCC, quando solicitado pelo aluno ou pelo professor responsável por esta disciplina;
II. orientar a atividade de pesquisa na confecção dos TCC’s elaborados pelos alunos sob sua responsabilidade, consoante as normas constantes neste regulamento e em outras orientações exaradas pela Instituição;
III. elaborar, no início do ano, juntamente com cada aluno a ser orientado, um calendário de atividades que será observado ao longo do processo de confecção do TCC;
IV. participar das atividades relativas ao acompanhamento e defesa dos TCC’s;
V. atender seus orientandos de acordo com agenda previamente combinada e segundo cronograma estabelecido;
VI. cumprir as datas estabelecidas com o orientando e exigir do aluno, se necessário, o cumprimento das atividades agendadas;
VII. colher assinaturas de cada aluno orientado e assinar em cada sessão de orientação e encaminhar as referidas listas, ao final dos trabalhos, para o Coordenador do TCC;
VIII. informar ao Coordenador do TCC as possíveis dificuldades  ao longo da orientação;
IX. entregar, no ato da defesa pública o parecer acadêmico sobre o texto escrito de cada um dos TCC’s por ele acompanhados, constando das alterações que se fizerem necessárias antes da entrega da versão final do texto.
Art. 11. São atribuições do orientando:
I. elaborar e desenvolver o seu projeto de TCC, consoante as normas constantes neste regulamento e em outras orientações exaradas pela Instituição;
II. elaborar, no início do quinto período, no Curso de Filosofia, e do sexto período, no Curso de Teologia, juntamente com o professor orientador, um calendário de atividades que será observado ao longo do processo de confecção do TCC;
III. comparecer e participar das sessões de orientação nas datas agendadas;
IV. participar das atividades comuns programadas pela Coordenação do TCC;
V. apresentar o trabalho sempre que solicitado pelo orientador, conforme o calendário de atividades programadas;
VI. fazer a correção de seu trabalho no que tange a norma padrão da Língua Portuguesa e à coesão e coerência textual;
VII. entregar à Coordenação do TCC, dentro do prazo estabelecido em calendário escolar, duas cópias do seu TCC, encadernadas em espiral, para uso do orientador e do segundo leitor no processo da defesa pública;
VIII. entregar à Coordenação do TCC, dentro do prazo estabelecido em calendário escolar, a versão final, com três cópias encadernadas em capa dura, a serem destinadas à biblioteca, ao orientador e ao segundo leitor.

Capítulo IV
DA  AVALIAÇÃO E DEFESA PÚBLICA
DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
Art. 12. A avaliação dos TCC’s constará de apreciação do texto escrito e também de uma defesa oral do trabalho para os Cursos de Filosofia e Teologia.
Art. 13. A apreciação do texto escrito e da defesa pública do TCC será efetuada pelo professor orientador e pelo segundo leitor.
§1.º. O texto escrito do TCC deverá ser avaliado de acordo com os seguintes critérios:
I. correção lingüística;
II. respeito às normas para apresentação de trabalhos científicos exaradas pela Instituição;
III. pertinência e relevância do tema dissertado;
IV. adequação à metodologia específica da área trabalhada;
V. coerência interna e qualidade científica do conteúdo dissertado;
VI. amplitude da pesquisa bibliográfica;
VII. relevância para a pastoral da Igreja, no âmbito do Curso de Teologia;
VIII. relevância para a percepção e a reflexão crítica dos paradoxos humano-sociais, no âmbito do Curso de filofia.
§2.º. A defesa pública do TCC deverá ser avaliada de acordo com os seguintes critérios:
I. clareza na exposição do conteúdo;
II. uso adequado da Língua Portuguesa;
III. respeito ao tempo estabelecido para a defesa;
IV. domínio do assunto em questão;
V. objetividade e clareza nas respostas às questões apresentadas pela banca examinadora;
§3.º. O professor orientador e o segundo leitor avaliarão o texto escrito e a defesa pública do TCC conforme os critérios acima, cabendo-lhes entregar um parecer acadêmico à Coordenação do TCC no ato da defesa pública do TCC em questão, constando das alterações necessárias antes da entrega da versão final.
§4.º. Do parecer acadêmico a ser entregue pelo professor orientador e pelo segundo leitor, deverão constar:
I. cabeçalho, contendo o nome da instituição e do curso;
II. nome completo do aluno;
III. título e, se houver, subtítulo de seu TCC;
IV. local e ano de realização do TCC;
V. comentário a respeito dos critérios de avaliação elencados no §1.º deste artigo;
VI. elementos a serem alterados no texto para versão final, se houver;
VII. data e local da confecção do parecer acadêmico;
VIII. nome completo do professor avaliador, com sua assinatura.
 Art. 14. A defesa pública dos TCC’s constará do calendário do último período dos Cursos de Filosofia e Teologia.
 §1.º. A defesa pública será realizada de acordo com os seguintes procedimentos:
I. Constituição de uma banca examinadora, composta pelo orientador e pelo segundo leitor;
II. A data e a hora marcadas para a defesa serão comunicadas ao aluno com 10 (dez) dias de antecedência;
III. O professor orientador presidirá a sessão e dará início a ela no dia e hora estipulados;
IV. O aluno terá 20 (vinte) minutos para apresentar o conteúdo de seu trabalho;
V. Os membros da banca examinadora disporão de até 25 (vinte cinco) minutos para argüir o aluno, incluído aqui o tempo para resposta;
VI. Encerrado o tempo para a defesa os membros da banca se retiram para atribuir a nota ao aluno seguindo os critérios estipulados para tal avaliação;
VII. Em seguida, voltam ao local da defesa, procedem a leitura da ata e anunciam a aprovação ou reprovação da monografia, sem ler a nota atribuída ao aluno;
VIII. Por fim, o orientador encerra a sessão.
Art. 15. Não será admitido atraso na entrega do TCC. Caso ocorra, o aluno sofrerá sanções decorrentes, a saber: para ambos os Cursos, a não-defesa pública; na Teologia, a impossibilidade de realização do Exame Compreensivo.
Parágrafo único. Ocorrendo atraso na entrega, o trabalho só poderá ser apresentado no período letivo subseqüente.
Art. 16. Será considerado aprovado o aluno cujo TCC alcançar nota final igual ou superior a 70 (setenta) pontos.
Art. 17. Será considerado reprovado, sem direito à revisão do texto ou qualquer outra forma de recuperação, o aluno cujo TCC:
I. não alcançar, na média dos avaliadores, nota igual ou superior a 50 (cinqüenta) pontos;
II. apresentar-se como uma colagem ou mera paráfrase de textos produzidos por outros autores;
III. fique comprovado não ser ele o seu autor.
§1.º. Será também reprovado o aluno que alcançar, na média dos avaliadores, nota igual ou superior a 50 (cinqüenta) pontos e inferior a 70 (setenta) pontos;
§2.º. As constatações indicadas pelos incisos II e III constantes no caput deste artigo deverão ser referendadas pelo Colegiado de Curso.
§3.º. Não ocorrendo a defesa pública do TCC na data agendada para tal, o trabalho poderá ser defendido no período letivo subseqüente.
Art. 18. O aluno reprovado no TCC, consoante os casos previstos nos incisos de I a III do Art. 16, deverá rematricular-se para o período seguinte e encaminhar requerimento ao Coordenador do TCC, junto à Secretaria da Instituição, a fim de reiniciar (em caso de plágio ou não-autoria) ou retomar  (no caso de nota insuficiente)  o processo descrito neste regulamento, com o objetivo de defender o TCC no final do mesmo período.
§1.º. o aluno reprovado por alcançar, na média dos avaliadores, nota igual ou superior a 50 (cinqüenta) pontos e inferior a 70 (setenta) pontos, deverá rematricular-se para o período seguinte e encaminhar requerimento ao Coordenador do TCC, junto à Secretaria da Instituição, a fim de retomar o processo descrito neste regulamento, com o objetivo de defender o TCC logo que rever o texto, seguindo o parecer dos professores componentes da banca.
§2.º. O aluno que entregar o texto do TCC após a data prevista em calendário escolar ou que não realizar a defesa pública na data estipulada deverá rematricular-se, na disciplina de TCC, para o período seguinte e encaminhar requerimento ao Coordenador do TCC, junto à Secretaria da Instituição, a fim de que possa defender seu trabalho quando da constituição de novas bancas.
Art. 19. Toda e qualquer observação ou avaliação feita com relação ao TCC deverá ser atribuída única e exclusivamente ao autor do referido trabalho.

Capítulo V
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 20. Os casos omissos no presente regulamento serão resolvidos pelo coordenador de TCC, ouvido o CONSEPE, as Diretorias Acadêmica e Geral, e as Coordenações de curso.
Art. 21. Este regulamento entra em vigor a partir da data de sua publicação.
Parágrafo único. Fica estabelecido que o presente regulamento deverá ser submetido à revisão do CONSEPE após decorrido um ano de sua vigência e antes de decorridos dois anos.